sábado, março 03, 2007

Preacher continua de onde parou; 100 Balas volta ao número um

A Pixel definiu a forma de publicação de parte dos títulos da linha Vertigo, selo adulto da editora norte-americana DC Comics. Preacher, de Garth Ennis, vai ser lançado do ponto onde a série tinha parado na antiga editora, a Devir. O formato será o mesmo, um pouco menor do que o original norte-americano. 100 Balas, título da Vertigo que saía pela Opera Graphica, vai voltar ao número um.

"O Preacher tem uma história editorial complicada no Brasil. Ele já foi publicado e republicado várias vezes. A gente achou muito ruim editar de novo", diz Odair Braz Junior, editor-chefe da Pixel. "Talvez a gente volte a lançar as primeiras edições. Mas bem lá pra frente."

O encadernado da Pixel -o quarto da série- está programado para julho. Antes, sai um especial com duas histórias soltas ligadas ao título principal: "The Story of You-Know-Who" (A História de Você-Sabe-Quem) e "Tall in the Saddle" (O Cavaleiro Altivo). Ambas já tinham sido publicadas no Brasil (em fevereiro de 1999 e agosto de 2000, respectivamente). Essa edição está prevista para maio.

As revistas serão publicadas em livrarias e bancas. Segundo a Pixel, com uma tiragem um pouco maior e a um preço "bem mais barato que na Devir". O último encadernado da antiga editora, lançado em dezembro do ano passado, custava R$ 46.

"A gente vai publicar materiais bacanas, mas com papel não tão luxuoso. É pra dar uma popularizada no material", diz Braz Junior.

100 Balas, série premiada de Brian Azzarello (texto) e Eduardo Risso (desenhos), também vai ser editada nesse esquema. A série vai voltar ao número um. O título vinha sendo publicado pela Opera Graphica. A última edição foi lançada na virada do ano (100 Balas - Blues para um Minuteman) e custava R$ 79.

Os primeiros títulos da Vertigo começam a ser lançados em abril. Pixel Magazine vai trazer histórias de Hellblazer (a partir do número 120 do original norte-americano) e Planetary, também do ponto onde parou na Devir. A revista terá cem páginas e vai contar também com outras histórias, em sistema de rodízio. O título não tem preço definido ainda. Deve custar entre R$ 8 e R$ 9.

A editora programou também um especial com as primeiras histórias de Neil Gaiman (autor de Sandman) feitas para a Vertigo. O título vai se basear no norte-americano Neil Gaiman: Midnight Days. Teve tradução literal no Brasil: Neil Gaiman: Dias da Meia-Noite.

A Pixel adquiriu os direitos de publicação da linha Vertigo no fim de janeiro (leia mais aqui). O acordo prevê também títulos de outros dois selos da DC: Wildstorm e ABC (que tem histórias de Alan Moore). Para esses materiais, não há nada programado até o momento.

Fonte: Blog dos Quadrinhos

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domingo, fevereiro 04, 2007

Vertigo, ABC e Wildstorm na Pixel: o que muda no mercado?

O material das linhas Vertigo, Wildstorm e ABC vai ser publicado neste ano pela Pixel. Os três selos estão vinculados à editora norte-americana DC Comics e incluem títulos que eram publicados por outras editoras brasileiras, como Preacher, Fábulas, Authority, 100 Balas e algumas das revistas escritas por Alan Moore (caso de Tom Strong).

A informação foi noticiada nesta sexta-feira pelo site Universo HQ e foi confirmada hoje à tarde pelo editor-chefe da Pixel, Odair Braz Junior. Segundo ele, o contrato foi assinado no começo desta semana e dura cinco anos. Os primeiros lançamentos devem ocorrer dentro de dois meses. "A gente queria lançar em março, mas está meio em cima. Deve ficar para abril", diz.

A Pixel participou de uma longa negociação no semestre passado para ter os direitos de todas as publicações da DC Comics. Mas não conseguiu. Os títulos de super-heróis ficaram com a Panini, editora que já vinha publicando as histórias no Brasil (leia mais aqui).

Braz Junior diz que o novo acordo, na prática, foi uma volta à primeira proposta feita à DC. "O plano original da Pixel sempre foi publicar Vertigo e Wildstorm. Eles haviam pedido uma proposta para todo o universo DC", diz. "A gente acha que Vertigo e Wildstorm fazem mais sentido para a nossa realidade, que é apostar em livrarias".

O que muda na prática?

A edição dos títulos da DC fica mais coesa no Brasil, algo que há anos não ocorria. Duas editoras passam a concentrar os vários títulos da empresa norte-americana. Panini fica com super-heróis; Pixel, com os demais (à exceção de Sandman; leia mais abaixo).

A mudança também aumenta em alguns pontos a temperatura da disputa editorial no Brasil. Se já houve concorrência forte de mercado em 2006 -e houve- a tendência se acentua em 2007. O campo dessa disputa vai ser nas livrarias, área que a Panini já anunciou que vai investir.

O reflexo prático disso já é sentido. A Devir, que em tese seria a grande prejudicada pela perda de títulos da Vertigo e ABC, optou por não esperar uma definição da DC e diversificou os lançamentos para este ano. Atitude que se revelou acertadíssima. Vai publicar desde Tartarugas Ninjas a obras do quadrinho alternativo norte-americano e francês.

A Pixel, que estreou no mercado há um ano, segue a mesma linha. Se já tinha um quadro alternativo de obras (que tinha como carro-chefe o italiano Corto Maltese), amplia ainda mais seu espaço no mercado e a disputa com outras editoras nas livrarias.

Em tempo: a mudança não afeta Sandman, série lançada pela Conrad. A editora manteve um contrato separado de (re)publicação de toda a obra (leia mais na postagem de 28 de dezembro).

Fonte: Blog dos Quadrinhos

Confira aqui, a entrevista concedida pelos editores da Pixel ao Universo HQ sobre os planos da editora para Vertigo, Wildstorm e ABC.

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quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Pixel editará títulos da Vertigo, WildStorm e ABC

Pixel MediaO diretor da Pixel Media confirmou há alguns instantes, por telefone, ao Universo HQ que sua editora fechou contrato com a DC Comics para a publicação das linhas Vertigo, WildStorm e ABC.

WildStorm "Sim, assinamos um contrato de cinco anos para publicar os títulos", declarou Forastieri. Essas linhas incluem materiais como Preacher, Sandman (a Conrad, que já lançou seis álbuns da série, continuará até o décimo e último), Y - O Último Homem, Fábulas, Planetary, 100 Balas, Authority, Hellblazer, Monstro do Pântano, Os Invisíveis e outros.

Há poucos meses, a Pixel esteve muito perto de se tornar a editora dos super-heróis da DC Comics no Brasil, mas a negociação sofreu uma reviravolta e a Panini Comics continuou com os direitos.

Vertigo Amanhã, o Universo HQ colocará no ar uma entrevista com André Forastieri, falando dos projetos e planos de publicação da Pixel. E você pode participar dela. A idéia é não só promover uma interatividade maior com nossos leitores, como passar ao diretor da editora as dúvidas e sugestões dos fãs.

Fonte: Universo HQ

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segunda-feira, dezembro 18, 2006

Metal Gear Solid salta dos games para os quadrinhos


Metal Gear Solid: ilustrações expressionistas Pode ser que ainda não haja grandes filmes baseados em videogames, mas em se tratando de quadrinhos a oferta é boa. A editora Pixel acaba de lançar um bom exemplo disso: o volume 1 da adaptação em quadrinhos de Metal gear solid (148 páginas, R$ 32,90).


A história segue quase o mesmo enredo do primeiro game lançado para PlayStation, em 1998. O herói Solid Snake tem de se infiltrar em uma base no Alasca dominada por terroristas que conseguiram roubar o projeto Metal Gear, que permite lançar bombas nucleares de qualquer lugar.


O jogo fez tremendo sucesso em seu lançamento e transformou seu criador, Hideo Kojima, em astro no mundo dos videogames. Principalmente graças à sua narrativa cinematográfica e realismo. Foi o primeiro jogo de espião que realmente necessitava que o personagem se escondesse dos inimigos para obter sucesso e passar de fase. Além disso, trazia armas iguais às reais e seqüências de animação de deixar muito cineasta com inveja.


A série tem roteiro de Kris Oprisko e arte de Ashley Wood, que já virou veterano em MGS. Após fazer a série em quadrinhos, Wood também desenhou a arte do jogo "Metal gear solid: portable ops", para o PlayStation Portable (PSP).


Indicado ao prêmio Eisner, o mais importante dos quadrinhos, Wood possui um estilo peculiar com desenhos que combinam técnicas tradicionais com manipulação digital e elementos do expressionismo. E ele já está trabalhando na adaptação de Metal gear solid 2: sons of liberty.


Fonte: G1



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quinta-feira, novembro 30, 2006

Reviravolta: DC Comics não será mais publicada pela Pixel

Em setembro, quando o Universo HQ noticiou que a DC Comics passaria, a partir de 2007, a ser publicada pela Pixel Media, o mercado de quadrinhos entrou em polvorosa.

Desde então, leitores e imprensa aguardavam um comunicado oficial a respeito do assunto. E ele não aconteceu porque houve uma reviravolta na negociação: a Pixel não vai mais publicar os títulos da DC.

Essa "quase parceria" começou no mês de setembro, quando a DC informou oficialmente a todas as editoras que lançavam seus materiais no Brasil, que a Pixel passaria a ser a detentora dos direitos de publicação a partir do começo do próximo ano.

Nesse período, a Pixel recebeu o contrato da DC, sugeriu algumas mudanças e ficou apenas aguardando a confirmação. Mas começava aí uma longa e exaustiva rodada de novas negociações.

Mesmo após ter enviado o contrato, a DC passou a pedir garantias financeiras e fazer novas exigências editoriais, que a Pixel, por meio especialmente da Ediouro (uma das empresas que formam a Pixel, em parceria com a Futuro), afirma ter apresentado.

Enquanto isso, caixas repletas de títulos da editora de Batman, Superman e companhia foram enviadas à sede da Pixel, para que se começasse a fazer a programação e a produção das revistas.

Em visita à sede da editora norte-americana, no começo de setembro, Odair Braz Júnior, da Pixel, chegou a ser apresentado a todos como o "novo editor da DC no Brasil".

A mudança era tão dada como certa, que a continuidade das revistas de linha chegou até a ser discutida entre representantes de Pixel, Panini e da própria DC em uma reunião, para decidir, especialmente, quem publicaria a saga Crise de Identidade.

Apesar disso, o contrato não retornava para o Brasil. Então, em outubro, durante a Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, a editora norte-americana parece ter "reaberto as negociações".

Nos últimos meses, o Universo HQ entrou em contato algumas vezes com o vice-presidente de finanças da DC, John Nee, para obter uma explicação sobre essa indefinição. Afinal, o prazo para que as revistas fossem lançadas em janeiro de 2007 estava encurtando cada vez mais. No entanto, ele preferiu não dar nenhuma declaração oficial e chegou, inclusive, a ser irônico sobre o assunto em uma de suas respostas.

Foi o próprio Nee, durante a Comic-Con de San Diego, quem insistiu para que a Pixel entrasse na concorrência pelos super-heróis da editora - a proposta inicial era apenas pelos materiais da Vertigo e WildStorm.

A intenção da DC parecia ser concentrar todos os seus títulos em apenas uma editora.

Mas na noite de 28 de novembro, a Pixel foi informada que sua proposta, mesmo com todas as alterações subseqüentes, havia sido recusada pela DC. Ninguém da editora quis comentar o assunto.

Agora, a Pixel tentará ao menos ficar com os títulos da Vertigo e da WildStorm, mas nem isso é certo. Tudo dependerá de uma nova negociação.

Em virtude de seu poderio financeiro e do bom trabalho realizado nos últimos anos, a Panini tem tudo para ser o destino dos títulos da DC. Entretanto, até o fechamento desta matéria, a multinacional italiana no Brasil também não havia recebido qualquer comunicado da editora norte-americana.

Nos bastidores fala-se até que outro grupo europeu teria entrado no páreo. Parece improvável, mas como a Planeta DeAgostini está presente no Brasil e foi a editora que assumiu a DC na Itália, ela talvez seja uma aposta, mesmo sem ter qualquer tradição com quadrinhos em nosso país - atua especialmente na área de fascículos colecionáveis.

A maneira no mínimo questionável como a DC vem conduzindo essa negociação mostra que, diferentemente das duas editoras inicialmente envolvidas, a preocupação com o tempo que suas revistas ficarão longe das bancas inexiste.

Resta aguardar a decisão oficial da DC, para saber se as chances de uma efetiva concorrência entre suas revistas e as da Marvel ainda são reais, o que seria benéfico para o mercado; ou se a Panini mostrará toda sua força, tornando-se, de vez, a "dona" das bancas brasileiras, com super-heróis, mangás, HQ européias e, a partir de 2007, a Turma da Mônica, de Mauricio de Sousa.

Se continuar publicando a DC, a multinacional italiana, que é a licenciante mundial dos títulos da Marvel, terá conseguido, literalmente, vencer um jogo que estava perdido. Não é pouco.

Fonte: Universo HQ

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